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domingo, 16 de junho de 2013

Texto Meu Primeiro Beijo

ATIVIDADE DE LEITURA


PÚBLICO ALVO: 8º E 9º ANO
 LABORATÓRIO DE INFORMÁTICA

“ANTES DA LEITURA”
v  Vocês acham que, de acordo com o título, o texto se trata de uma história real ou fictícia?
v  Quem seria o autor do primeiro beijo, um menino ou uma menina? Qual pode ser a idade dele(a)?
v  Onde provavelmente ocorreu o primeiro beijo?
v  Como será o texto? Sério? Trágico? Engraçado? Romântico? Constrangedor?
v  Quem será o narrador?
v  Vocês conhecem o autor? Já leram algum texto dele?

ESTRATÉGIAS UTILIZADAS:
Antecipação ou predição;
Ativação e conhecimento de mundo.

“DEPOIS DA LEITURA”

v  É  possível afirmar que o casal permaneceu junto?
v  Qual  impressão a personagem teve de seu primeiro beijo?
v  Qual é a possível intenção do autor, Antônio Barreto, em escrever o texto?

ESTRATÉGIAS UTILIZADAS:
Checagem de hipóteses;
Comparação de informações.

REFERÊNCIA BIBLIOGRAFICA

BARRETO, Antônio. Meu primeiro beijo. Balada do primeiro amor. São Paulo: FTD, 1977. p. 134-6.

terça-feira, 4 de junho de 2013

Depoimentos:



Primeiro contato com a leitura.


Por Clarice Alves da Silva

Quando era criança fui privilegiada em ler tudo o que chegava as minhas mãos, morava numa chácara e os donos eram assinantes dos jornais: a Folha de São Paulo e O Estado de São Paulo e revistas como: Claudia, Fatos e Fotos, Manchete, Seleções etc. Todos os domingos era uma festa, pois eles traziam os jornais e as revistas da semana, as quais eu lia com o maior prazer mesmo sem entender os fatos econômicos ou sociais. Eu não  via a hora de chegar o domingo para ver os novos jornais e as novas revistas. Que festa eu fazia durante aquelas leituras, pois elas me deixavam muito feliz. Como meu pai tomava conta da chácara, ele só ia uma vez por semana em Suzano e passava na banca de jornal do Joel, que era perto da praça da igreja e me comprava um gibi, que lia com o maior prazer. Até hoje quando vou a Suzano passo neste jornaleiro e compro um gibi para cada um dos meus filhos. Hoje agradeço ao meu pai, e aos donos da chácara onde morei por incentivar-me o hábito da leitura. Por isso no colégio e depois na faculdade tornei-me uma “rata” de biblioteca, ou seja, fazia mais de uma carteirinha para retirada de livros de leitura.
Beijos.

Por Claudete de Mattos Fratin de Oliveira

Segundo Antônio Candido “A literatura desenvolve em nós a quota da humanidade na medida em que nos torna mais compreensivos e abertos para a natureza, a sociedade, o semelhante”. Ao refletir nessas palavras de Candido me vem à memória o primeiro livro que ganhei, ou seja, aos 12 anos de idade fui contemplada com o livro Capitães de Areia de Jorge Amado. Quando comecei a lê-lo percebi algumas coisas esquisitas que estavam ocorrendo como exemplo: frio na barriga, arrepios, suspiros entre outras emoções. A cada página virada parecia que eu estava dentro da história e ás vezes sentia meu rosto ruborizado com as cenas ardentes que surgiam durante a leitura, pois me sentia fazendo parte daquela história. A partir daí não parei mais de ler e hoje posso dizer que sou como Nina Horta “Se quero comprar algo é livro”.


Por Clotilde de Andrade

A minha experiência quanto à leitura e a escrita são várias, mas contarei apenas sobre uma experiência com o meu 6º ano “D” do ano passado. Tivemos o último encontro no ano passado com a ATP Ademilde, ela aplicou uma dinâmica sobre leitura, que adaptei usando livros, para isso, selecionei quarenta livros que eu tinha repetidos em casa, e levei-os durante a semana para a escola, e pedi para os alunos que selecionassem uma letra de música e um poema que tivessem algum significado na vida deles, e que na próxima semana iríamos trabalhar com uma dinâmica. Então fiz alguns cartões com poemas de vários autores literários e coloquei junto aos livros, preparei a sala de maneira diferente, forrei um tapete no chão para colocar os livros e os cartões. Após o sinal comecei contando uma história e ao terminá-la escolhi um livro, um cartão e um aluno e começamos a nossa atividade. Para minha surpresa eles adoraram os livros, os colegas, os poemas e as músicas, enfim se emocionaram e o que me deixou feliz foi que os alunos se identificaram com os poemas e os livros que receberam.

 Por Cíntia Santos Monagatti

Foi na presença de meu pai que li a primeira palavra "Claybom"  uma marca de margarina muito consumida na época. Meu pai não sabia ler foi pelo método de dedução uma vez que a tal margarina tinha uma bonequinha estampada na tampa, mesmo não tendo certeza se estava realmente lendo me incentivou cada vez mais. Hoje ele tem 63 anos sabe ler e escrever e nunca se matriculou em uma escola, pois eu o ensinei a ler e escrever e hoje trocamos conhecimentos e experiências inclusive de livros lidos.
Dentre os depoimentos lidos os que mais me identifiquei foram os de Marilena Chauí "o livro é um mundo porque cria mundos ou porque deseja subverter este nosso mundo", e é assim mesmo que acontece o que seria de nós sem os livros, de onde iríamos tirar inspirações para continuarmos escrevendo nossas histórias?
De acordo com Contardo Calligaris "ninguém é capaz de inventar uma vida a partir de nada" continua alimentando a ideia de que precisamos de um ponto de partida para continuar um percurso, ou seja, a troca de experiência seja com a leitura ou escrita é muito importante para o processo de aprendizado.
E para fechar meu depoimento sito Rubens Alves "(...) a literatura é o processo de transformação" e que essa transformação depende de nós educadores comparados com jequitibás, pois como estes são raros seres que ninguém viu nascer, mas que se definem por amor, por suas visões, paixões, esperanças e horizontes utópicos (...).
 E que nunca devemos pensar como "Professores"  comparados com eucaliptos absolutamente idênticos e que podem ser substituídos a qualquer momento, pois seu papel é transmitir o conteúdo de sua disciplina, cujo propósito é o de atribuir conceito ao educando, e para as instituições pouco importa quem o ministre. Contardo Calligaris.

Por Cristiana Ramos dos Santos


A Leitura e a Escrita caminham juntas e é um conjunto de habilidades e comportamentos, a escrita na minha visão tem uma função social, que traz consigo a ideia de representação, não tive uma experiência muito boa durante minha infância, tive pouco contato com livros e pouco ouvia falar de obras literárias, mas quando mergulhei na universidade, comecei a ter  um contato muito forte com a literatura, e a partir daí fui conseguindo identificar os gêneros e fui conseguindo escrever sem dificuldades, pois meu vocabulário estava expandindo a cada dia, acredito que a leitura me proporcionou isso, meus professores universitários foram fantásticos e me incentivavam sempre, a ponto de ler para representar, ler para interpretar, ler por prazer e ler para melhorar cada vez mais a escrita. Hoje tento passar isso para meus alunos, procuro fazer com que eles compreendam que quem lê escreve melhor, argumenta melhor e suas produções vão ser bem mais ricas, pois seu vocabulário aumenta bem mais.




segunda-feira, 3 de junho de 2013

Trem de Ferro - Manoel Bandeira


Café com pão 
Café com pão
Café com pão

Virge Maria que foi isso maquinista?

Agora sim
Café com pão
Agora sim
Voa, fumaça
Corre, cerca
Ai seu foguista
Bota fogo
Na fornalha
Que eu preciso
Muita força
Muita força
Muita força
(trem de ferro, trem de ferro)

Oô...
Foge, bicho
Foge, povo
Passa ponte
Passa poste
Passa pasto
Passa boi
Passa boiada
Passa galho
Da ingazeira
Debruçada
No riacho
Que vontade
De cantar!
Oô...
(café com pão é muito bom)

Quando me prendero
No canaviá
Cada pé de cana
Era um oficiá
Oô...
Menina bonita
Do vestido verde
Me dá tua boca
Pra matar minha sede
Oô...
Vou mimbora vou mimbora
Não gosto daqui
Nasci no sertão
Sou de Ouricuri
Oô...

Vou depressa
Vou correndo
Vou na toda
Que só levo 
Pouca gente
Pouca gente
Pouca gente...
(trem de ferro, trem de ferro)

(Manuel Bandeira)