Primeiro contato com a leitura.
Por
Clarice Alves da Silva
Quando
era criança fui privilegiada em ler tudo o que chegava as minhas mãos, morava
numa chácara e os donos eram assinantes dos jornais: a Folha de São Paulo e O
Estado de São Paulo e revistas como: Claudia, Fatos e Fotos, Manchete, Seleções
etc. Todos os domingos era uma festa, pois eles traziam os jornais e as
revistas da semana, as quais eu lia com o maior prazer mesmo sem entender os fatos
econômicos ou sociais. Eu não via a hora de chegar o domingo para ver os
novos jornais e as novas revistas. Que festa eu fazia durante aquelas leituras,
pois elas me deixavam muito feliz. Como meu pai tomava conta da chácara, ele só
ia uma vez por semana em Suzano e passava na banca de jornal do Joel, que era
perto da praça da igreja e me comprava um gibi, que lia com o maior prazer. Até
hoje quando vou a Suzano passo neste jornaleiro e compro um gibi para cada um
dos meus filhos. Hoje agradeço ao meu pai, e aos donos da chácara onde morei
por incentivar-me o hábito da leitura. Por isso no colégio e depois na
faculdade tornei-me uma “rata” de biblioteca, ou seja, fazia mais de uma carteirinha
para retirada de livros de leitura.
Beijos.
Por
Claudete de Mattos Fratin de Oliveira
Segundo
Antônio Candido “A literatura desenvolve em nós a quota da humanidade na medida
em que nos torna mais compreensivos e abertos para a natureza, a sociedade, o
semelhante”. Ao refletir nessas palavras de Candido me vem à memória o primeiro
livro que ganhei, ou seja, aos 12 anos de idade fui contemplada com o livro
Capitães de Areia de Jorge Amado. Quando comecei a lê-lo percebi algumas coisas
esquisitas que estavam ocorrendo como exemplo: frio na barriga, arrepios,
suspiros entre outras emoções. A cada página virada parecia que eu estava
dentro da história e ás vezes sentia meu rosto ruborizado com as cenas ardentes
que surgiam durante a leitura, pois me sentia fazendo parte daquela história. A
partir daí não parei mais de ler e hoje posso dizer que sou como Nina Horta “Se
quero comprar algo é livro”.
Por Clotilde
de Andrade
A minha
experiência quanto à leitura e a escrita são várias, mas contarei apenas sobre
uma experiência com o meu 6º ano “D” do ano passado. Tivemos o último encontro
no ano passado com a ATP Ademilde, ela aplicou uma dinâmica sobre leitura, que
adaptei usando livros, para isso, selecionei quarenta livros que eu tinha repetidos
em casa, e levei-os durante a semana para a escola, e pedi para os alunos que
selecionassem uma letra de música e um poema que tivessem algum significado na
vida deles, e que na próxima semana iríamos trabalhar com uma dinâmica. Então
fiz alguns cartões com poemas de vários autores literários e coloquei junto aos
livros, preparei a sala de maneira diferente, forrei um tapete no chão para
colocar os livros e os cartões. Após o sinal comecei contando uma história e ao
terminá-la escolhi um livro, um cartão e um aluno e começamos a nossa
atividade. Para minha surpresa eles adoraram os livros, os colegas, os poemas e
as músicas, enfim se emocionaram e o que me deixou feliz foi que os alunos se
identificaram com os poemas e os livros que receberam.
Foi na
presença de meu pai que li a primeira palavra "Claybom" uma
marca de margarina muito consumida na época. Meu pai não sabia ler foi pelo
método de dedução uma vez que a tal margarina tinha uma bonequinha estampada na
tampa, mesmo não tendo certeza se estava realmente lendo me incentivou cada vez
mais. Hoje ele tem 63 anos sabe ler e escrever e nunca se matriculou em uma escola,
pois eu o ensinei a ler e escrever e hoje trocamos conhecimentos e experiências
inclusive de livros lidos.
Dentre os
depoimentos lidos os que mais me identifiquei foram os de Marilena Chauí
"o livro é um mundo porque cria mundos ou porque deseja subverter este
nosso mundo", e é assim mesmo que acontece o que seria de nós sem os
livros, de onde iríamos tirar inspirações para continuarmos escrevendo nossas
histórias?
De acordo
com Contardo Calligaris "ninguém é capaz de inventar uma vida a partir de
nada" continua alimentando a ideia de que precisamos de um ponto de
partida para continuar um percurso, ou seja, a troca de experiência seja com a
leitura ou escrita é muito importante para o processo de aprendizado.
E para
fechar meu depoimento sito Rubens Alves "(...) a literatura é o processo
de transformação" e que essa transformação depende de nós educadores
comparados com jequitibás, pois como estes são raros seres que ninguém viu
nascer, mas que se definem por amor, por suas visões, paixões, esperanças e
horizontes utópicos (...).
E que
nunca devemos pensar como "Professores" comparados com
eucaliptos absolutamente idênticos e que podem ser substituídos a qualquer
momento, pois seu papel é transmitir o conteúdo de sua disciplina, cujo
propósito é o de atribuir conceito ao educando, e para as instituições pouco importa
quem o ministre. Contardo Calligaris.
Por
Cristiana Ramos dos Santos
A Leitura e
a Escrita caminham juntas e é um conjunto de habilidades e comportamentos, a
escrita na minha visão tem uma função social, que traz consigo a ideia de
representação, não tive uma experiência muito boa durante minha infância, tive
pouco contato com livros e pouco ouvia falar de obras literárias, mas quando
mergulhei na universidade, comecei a ter um contato muito forte com a
literatura, e a partir daí fui conseguindo identificar os gêneros e fui conseguindo
escrever sem dificuldades, pois meu vocabulário estava expandindo a cada dia,
acredito que a leitura me proporcionou isso, meus professores universitários
foram fantásticos e me incentivavam sempre, a ponto de ler para representar,
ler para interpretar, ler por prazer e ler para melhorar cada vez mais a
escrita. Hoje tento passar isso para meus alunos, procuro fazer com que eles
compreendam que quem lê escreve melhor, argumenta melhor e suas produções vão
ser bem mais ricas, pois seu vocabulário aumenta bem mais.
Meus filhos terão computadores, sim, mas antes terão livros. Sem livros, sem leitura, os nossos filhos serão incapazes de escrever - inclusive a sua própria história.
ResponderExcluirBill Gates